Em 2019, o corredor do apartamento virou fronteira. Na sala, dois filhotes de gato de uns dois meses, encontrados na frente da clínica. Do outro lado de um portão coberto por um lençol, um labrador preto que nunca tinha convivido com um gato. Só um canto ficou descoberto, e o Bertão passou a semana com o nariz enfiado ali.

Separei os três pela prática de consultório, sem protocolo escrito, e aquele canto foi o meu primeiro erro. Também fiz na ordem que a pesquisa não favorece: o cão primeiro, já adulto. O que jogava a meu favor era a idade dos gatos, e um labrador que queria chegar perto, não caçar.

A resposta curta sobre como acostumar cachorro com gato é separar os dois e avançar em 4 etapas, como orienta a International Cat Care: troca de cheiro, cada um explorando a área do outro, contato visual pelo portão e encontro com o cão na guia frouxa. Quem dá o ritmo é o gato, e a meta é convivência, não amizade.

  • Dá para acostumar cachorro e gato na maioria das casas, e a meta é que dividam o espaço em paz, não que virem melhores amigos.
  • São 4 etapas (cheiro, território do outro, portão e encontro com o cão na guia frouxa), e só se avança quando os dois estão relaxados na etapa anterior.
  • Nenhuma diretriz dá prazo para a apresentação: quem define o relógio é o gato mais medroso da casa.
  • Espreita, perseguição silenciosa e avanço repentino do cão sobre o gato são motivo para parar o contato e pedir avaliação.
  • Fora das sessões, e sempre que ninguém puder supervisionar, os dois ficam separados por barreira, e o gato nunca é apresentado no colo nem na caixa de transporte.

Cachorro e Gato Juntos Dá Certo? O Que Duas Pesquisas Mostram

Acostumar cachorro com gato é apresentar os dois aos poucos, do cheiro ao contato, até que dividam a casa sem medo e sem perseguição. Ninguém precisa gostar de ninguém: basta passarem um pelo outro no corredor sem que alguém saia correndo.

E isso costuma dar certo. Numa pesquisa da Universidade de Lincoln com 748 casas que tinham cão e gato, a maioria dos tutores via os dois confortáveis juntos, e o conforto do gato, na percepção deles, pesou mais na relação do que o do cão. Gato apresentado mais novo tendia a se dar melhor.

Outra pesquisa, feita em Israel com questionário e observação nas casas, achou dois fatores a favor: o gato chegar antes do cão e o primeiro encontro acontecer cedo, com o gato até 6 meses e o cão até 1 ano. Nenhum desses fatores garante a adaptação; eles só pesam a favor.

As duas se baseiam no relato dos tutores e não provam causa, mas apontam para o gato. Os sinais de cada espécie estão no guia de comportamento do gato e do cachorro. Na régua delas, a minha casa começou com a ordem contra e a idade dos gatos a favor:

O que pesaMais a favorMais contraAqui em casa, em 2019
Ordem de chegadao gato chega anteso cão chega anteso Bertão chegou primeiro
Idade no primeiro encontrogato até 6 meses, cão até 1 anoos dois já adultosgatos com uns 2 meses, cão com uns 2 anos
Conforto do gatotem refúgio e saída semprevive encurralado, sem saídao Freud tinha o alto do armário, e ninguém o tirou de lá

Como Preparar a Casa Antes do Primeiro Encontro?

Quem já mora na casa fica onde sempre esteve. A International Cat Care pede que o morador antigo tenha um espaço seguro com tudo o que usa, de preferência onde ele já escolhe ficar, e que a casa seja dividida no começo, com portão ou porta entre os dois, sem contato quando ninguém está olhando.

Eu fiz o contrário. O Freud subiu no vão em cima do armário da sala e só desceu sozinho no sexto dia, como contei no guia de quem adotou um cachorro ou um gato. Tirá-lo de lá seria tirar o único lugar seguro dele. A sala virou dos gatos, e o Bertão foi para o lado do corredor.

Antes da primeira etapa, deixe pronto:

  • uma barreira física entre as duas áreas: portão de grade ou porta;
  • refúgio alto para o gato, com saída que o cão não bloqueie;
  • pote e caixa de areia do gato onde o cão não alcança, porque cachorro goloso come ração de gato;
  • peitoral e guia para o cão, e petisco para os dois.

Confira também o antipulgas do cão: se tiver permetrina, a International Cat Care recomenda trocar ou manter os dois separados por 72 horas após a aplicação. O motivo está no guia de antipulgas para gato.

como acostumar cachorro com gato: antes do primeiro encontro, barreira entre as áreas, refúgio alto para o gato, pote e caixa fora do alcance do cão, peitoral e guia, e antipulgas sem permetrina
Os cinco preparativos da casa antes de o cão e o gato se encontrarem.

Como Acostumar Cachorro com Gato em 4 Etapas

As 4 etapas são da International Cat Care, entidade britânica de medicina felina, e nenhuma tem prazo. Antes de começar, o recém-chegado precisa estar explorando a própria área e usando pote e caixa com confiança.

O que elas fazem tem nome. O Manual Veterinário MSD chama de dessensibilização a exposição em passos pequenos, avançando só com o animal calmo, e de contracondicionamento a troca do medo por um comportamento bom, como relaxar em troca de petisco.

1. Troque o Cheiro dos Dois

Ponha uma manta na cama do cão por alguns dias e leve para a área do gato, longe do pote e da caixa. Faça o mesmo no sentido contrário. O jeito como cada um reage ao cheiro do outro já diz quanto interesse ele tem.

A toalha da cama do Bertão foi para a sala nos primeiros dias. O Jung dormiu em cima dela; o Freud só chegou perto depois de descer do armário. Repita a troca enquanto os dois continuarem calmos.

2. Deixe Cada Um Explorar a Área do Outro

Quando os dois estão tranquilos com o cheiro, troque os territórios: leve o cão para passear e deixe o gato explorar onde ele fica; depois, o contrário. Gato costuma levar mais tempo que cão para relaxar em território novo.

Foi aqui que o ritmo virou o do Freud. O Jung circulava desde o primeiro dia; o Freud só explorou depois do sexto, e eu esperei por ele.

3. Deixe que se Vejam pelo Portão

Agora entra a visão, em doses curtas. Use o portão ainda meio coberto, mantenha distância e ocupe os dois com petisco ou brinquedo enquanto se veem. Nenhum pode conseguir chegar até o outro, e nenhum pode ficar sem saída.

Ensinar ao cão um “olhe para mim” ajuda a desligar o olhar fixo no gato. Termine a sessão com os dois ainda relaxados e, se um se agitar ou se assustar, encerre na hora. O canto descoberto do meu lençol pulou essa etapa por mim, sem petisco e sem distância.

4. Faça o Encontro com o Cão na Guia Frouxa

Quando os dois já se cheiraram, se ouviram e se viram o bastante, a barreira sai por alguns minutos. O cão fica de peitoral e guia, e a guia é só garantia: se esticou, a situação passou do ponto, e a sessão acaba. O gato fica livre para ir, vir e subir.

Se um chegar perto demais e o outro se incomodar, desvie com petisco ou brinquedo, sem agarrar ninguém no susto e sem bronca. No primeiro encontro aqui, o Jung correu e o Bertão deu um tranco na guia. Voltei para o portão por alguns dias, e a guia só saiu de vez semanas depois.

Fora das sessões, e sempre que você sair de casa, os dois continuam separados pela barreira até a convivência estar firme. Com filhote de gato e cão adulto, isso vale por mais tempo.

A régua de cada etapa, com o sinal que libera a próxima e o que manda voltar:

EtapaO que fazerSinal para avançarSinal para voltar uma etapa
1. Cheiromanta de um na área do outro, longe de pote e caixaos dois cheiram com calma ou ignoramo gato come menos ou evita a caixa (se parar de comer ou de usar a caixa, é consulta)
2. Territórioum sai, o outro explora onde ele estavao gato circula fora do refúgio e usa tudoo gato some no esconderijo e não sai
3. Portãosessões curtas, portão meio coberto, petisco ou brinquedoos dois comem ou brincam com o outro à vistao cão encara fixo ou late; o gato bufa ou foge
4. Guia frouxacão de peitoral, gato com saída para o altoa guia fica frouxa e o gato passa e segueguia esticada, corpo rígido, pelo eriçado, latido
Parar e pedir avaliaçãoseparar os dois--espreita, perseguição silenciosa ou avanço repentino do cão

Como Acostumar Gato com Cachorro Quando o Gato É Quem Chega?

Quando é o gato que chega, como aqui em casa, as etapas são as mesmas, mas a pressa costuma ser do tutor, que conhece o próprio cão. O gato não o conhece, e é ele quem precisa controlar a distância.

A International Cat Care é taxativa: o gato nunca deve ser posto numa caixa de transporte para a apresentação, porque ele precisa poder se afastar sempre. Segurar o gato no colo diante do cão é a mesma armadilha.

Gato Filhote com Cachorro Adulto

É a combinação que as duas pesquisas mais favorecem do lado do gato, mas a idade não substitui as etapas. Cão adulto que nunca conviveu com gato não sabe o que é um gato; o Bertão não sabia.

Resposta direta

Quanto tempo demora para um gato se acostumar com um cachorro?

Nenhuma diretriz dá prazo, e quem promete duas semanas está chutando. A International Cat Care manda avançar pelo comportamento: só se passa para a etapa seguinte quando os dois estão relaxados na anterior. Para alguns pares são dias; para outros, meses. Quem define o relógio é o gato mais medroso da casa.

Quanto Tempo Demora para o Cachorro e o Gato se Acostumarem?

Aqui, entre o portão e a guia solta, foram semanas, e o Freud definiu cada uma. Não marque data: prazo vira pressão para pular etapa. O Manual Veterinário MSD avisa que esse treino pode levar muito tempo, e que ir rápido demais provoca ansiedade e atrasa o progresso.

Recaída faz parte. Um susto ou uma visita, e o gato que já passava pelo corredor volta a se esconder. Volte uma etapa sem drama e retome dali.

Cachorro Correndo Atrás do Gato É Brincadeira ou Perigo?

Dá para saber pelo jeito da corrida. O cão que late, pula, encara fixo e estica a guia está agitado demais: aumente a distância e, se ele não se acalmar, encerre a sessão e volte uma etapa. Foi o tranco do Bertão no primeiro encontro.

O outro padrão é silencioso, e é ele que manda parar. O Manual Veterinário MSD descreve a agressão predatória como ligada à caça, com espreita, e diz que ela costuma vir como ataque quieto e repentino. Espreita, perseguição silenciosa e avanço súbito não fecham diagnóstico, mas são motivo para interromper e pedir avaliação.

como acostumar cachorro com gato: agitação pede distância, cão que não se acalma pede encerrar a sessão, e espreita ou avanço silencioso pede parar e pedir avaliação
Do cão agitado ao padrão silencioso: quanto mais alto o nível, mais firme a resposta.

Nesse caso, separe os dois e procure um veterinário de comportamento antes de continuar. A International Cat Care lembra que terriers e galgos podem ser mais movidos pelo instinto de correr atrás: a raça pede atenção, mas quem decide é o histórico do cão e o que ele mostra nas etapas.

Resposta direta

O que fazer quando o cachorro não gosta de gatos?

Separar e voltar uma etapa. Cão fixo no gato, de corpo rígido ou esticando a guia não está pronto: aumente a distância e recompense quando ele olhar para você. Se ele espreita ou persegue em silêncio, padrão que o Manual Veterinário MSD associa à agressão predatória, pare o contato e peça avaliação a um veterinário de comportamento.

E Quando É o Gato Que Ataca o Cachorro?

Acontece, e combina com a pesquisa de Lincoln, em que o conforto do gato pesou mais na relação do que o do cão. O Freud é assim até hoje. Circula pelo alto e, quando o Bertão chega perto demais, dá um tapa sem unha no focinho dele. É aviso, não briga.

Se o gato avança com ousadia e o cão fica desconfortável, a International Cat Care orienta interromper com calma e desviar os dois com petisco ou brincadeira, sem punir nenhum.

Gato que convivia bem e passou a atacar de repente pede outra leitura: mudança súbita de comportamento manda descartar dor antes de qualquer treino, e os sinais estão no guia de sinais de dor em gatos e cachorros.

Mordida em gente é outro assunto, tratado no guia sobre gato mordendo.

Quando Procurar Ajuda com Cachorro e Gato?

Quando a apresentação não sai do lugar, ou quando desanda depois de ter dado certo. É o critério da International Cat Care, que recomenda procurar a equipe veterinária, que pode indicar um comportamentalista qualificado.

Não espere a próxima tentativa se o cão espreitou ou atacou, se alguém se machucou ou se o gato parou de comer ou de usar a caixa. A ordem de quem procurar está no guia de comportamento do gato e do cachorro.

Como Acostumar Cachorro com Gato: o Que Eu Faria de Novo

Minha recomendação

Minha posição sobre como acostumar cachorro com gato é simples: dá certo na maioria das casas, pelas 4 etapas, avançando pelo comportamento e nunca pelo calendário. A apresentação que eu vejo desandar na clínica costuma ser a que pulou etapa.

Por cenário:

  • Gato filhote chegando numa casa com cão adulto (o meu caso): faça as 4 etapas inteiras; o ritmo é do gato mais medroso.
  • Cão chegando numa casa com gato adulto: o gato mantém o território e o cão se adapta; as etapas valem igual.
  • Cão que já perseguiu ou atacou gato ou bicho pequeno, ou que fixa no gato e não se desliga: só com veterinário de comportamento junto, desde a etapa 3. Raça de perseguição pede atenção, mas não decide sozinha.
  • Dois adultos que se conheceram mal, com susto ou agitação, sem ferimento nem espreita: separe de novo e recomece da etapa 1. Depois de ataque, ferimento ou perseguição silenciosa, não reinicie por conta própria: a avaliação vem antes.

O que eu faria de novo é o lençol inteiro. Aquele canto descoberto deu certo por causa do Bertão, não por minha causa. Hoje o Jung dorme no mesmo cômodo que ele, sem encostar, e o Freud passa por cima dos móveis cobrando distância com um tapa sem unha. Isso é convivência.

Perguntas Frequentes sobre Cachorro e Gato

Posso deixar o cachorro e o gato sozinhos juntos?

Não durante a adaptação. A International Cat Care pede que as duas áreas fiquem separadas por barreira física, sem chance de contato quando ninguém está supervisionando, e isso vale quando você sai de casa e à noite. Soltos e sozinhos, só depois de muitos encontros supervisionados tranquilos, com o cão relaxado e o gato circulando à vontade. Com filhote de gato e cão grande, espere mais.

Como fazer um gato gostar de um cachorro?

Não force a amizade: deixe o gato decidir a distância. Na pesquisa da Universidade de Lincoln, o conforto do gato pesou mais que o do cão na relação, então o trabalho é fazer a presença do cão coincidir com coisas boas, como petisco e brincadeira, e garantir refúgio alto e saída o tempo todo. Muitos pares ficam só tolerantes, e isso já é um bom resultado.

Quais raças de cães se dão bem com gatos?

Não existe lista confiável, e o indivíduo pesa mais que a raça. O que a International Cat Care aponta é que cães de perseguição, como terriers e galgos, podem ser mais movidos pelo instinto de correr atrás, o que pede atenção redobrada. Pesam mais o histórico do cão com gatos e o jeito como ele reage ao cheiro na primeira etapa.

Por que o gato e o cachorro brigam?

O motivo que mais dá para evitar é o primeiro encontro mal feito. A International Cat Care alerta que se ver agitados ou com medo pode deixar os dois latindo e bufando um para o outro, e o gato sem saída se defende. Pesa também a linguagem do corpo, que cada espécie aprende a ler na outra. Briga com ferimento pede separar e procurar ajuda.

O gato tem medo de cachorro?

Muitos têm, principalmente os que nunca conviveram com um. O Manual Veterinário MSD inclui cães entre as coisas que gatos podem temer, ao lado de gente estranha, barulho e gatos desconhecidos. O medo diminui quando o cão aparece aos poucos, junto de algo bom, com o gato podendo se afastar. Gato que deixa de comer ou de usar a caixa por causa do cão precisa de consulta.

Difusor de feromônio ajuda o cachorro e o gato a se acostumarem?

Pode ajudar, mas a evidência é fraca. Num estudo com 34 casas, difusores de feromônio sintético reduziram a tensão, mas não houve grupo placebo e o fabricante doou os produtos. Feromônio sintético não é óleo essencial: o Manual Veterinário MSD alerta que o gato metaboliza mal alguns compostos, sobretudo fenóis, presentes em certos óleos. Use o difusor como apoio das etapas, nunca no lugar delas.

Fontes e Referências

  • As duas pesquisas sobre convivência abaixo são levantamentos com tutores: mostram associação e percepção, não causa e efeito.
  • INTERNATIONAL CAT CARE. Introducing cats and dogs. Atualizado em 26 set. 2025. Disponível em: icatcare.org | Consultado: as 4 etapas e o manejo da apresentação.
  • INTERNATIONAL CAT CARE. Permethrin poisoning. Disponível em: icatcare.org | Consultado: antipulgas sem permetrina; 72 horas de separação se usado.
  • THOMSON, J.; HALL, S.; MILLS, D. S. Evaluation of the relationship between cats and dogs living in the same home. Journal of Veterinary Behavior, v. 27, p. 35-40, 2018. Disponível em: doi.org | Consultado: 748 casas; conforto e idade do gato.
  • FEUERSTEIN, N.; TERKEL, J. Interrelationships of dogs (Canis familiaris) and cats (Felis catus L.) living under the same roof. Applied Animal Behaviour Science, v. 113, p. 150-165, 2008. Disponível em: doi.org | Consultado: ordem de chegada e idade no primeiro encontro.
  • LANDSBERG, G. M. Behavior Problems in Dogs. MSD Veterinary Manual, atual. abr. 2026. Disponível em: merckvetmanual.com | Consultado: agressão predatória.
  • LANDSBERG, G. M. Treatment of Behavior Problems in Cats. MSD Veterinary Manual, atual. abr. 2026. Disponível em: merckvetmanual.com | Consultado: dessensibilização e contracondicionamento.
  • LANDSBERG, G. M. Behavior Problems in Cats. MSD Veterinary Manual, atual. abr. 2026. Disponível em: merckvetmanual.com | Consultado: cães entre os medos comuns do gato.
  • BENSON, K. Toxicoses From Essential Oils in Animals. MSD Veterinary Manual, rev. mar. 2025. Disponível em: msdvetmanual.com | Consultado: sensibilidade do gato a fenóis.
  • PRIOR, M. R.; MILLS, D. S. Cats vs. Dogs: The Efficacy of Feliway Friends and Adaptil Products in Multispecies Homes. Frontiers in Veterinary Science, v. 7, 399, 2020. Disponível em: frontiersin.org | Consultado: 34 casas, sem placebo; produtos fornecidos pela Ceva.
Foto de perfil da Dra. Camila Torres, veterinária e autora do Tutor Inteligente Pet
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Veterinária e tutora do Bertão (labrador), Freud e Jung (gatos). Formação UNESP Botucatu, especialização FMVZ/USP. Escreve sobre o que ela mesma precisou aprender ao cuidar dos próprios pets.

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