O Freud passou três dias dormindo em cima do armário do quarto. Achei que fosse o frio de julho, porque ele sempre foi de procurar canto alto e quente. No quarto dia eu subi para pegar uma caixa e ele não desceu, nem quando abri o pote. Era dor de dente. Três dias em que eu, que tenho consultório, olhei para o meu próprio gato e li errado. Os sinais de dor em gatos estavam todos ali, e eu vi um gato quietinho.
A lista de sinais não é o problema. Qualquer busca devolve dez listas iguais, todas verdadeiras, e nenhuma decide nada. Você reconhece três itens e continua onde estava: ligo para o veterinário hoje, ou espero até amanhã? Existe resposta melhor que o seu chute, e ela é gratuita.
Adianto o final: os sinais de dor em gatos e em cachorros se medem, não se adivinham. Em gato, a escala de expressões faciais avalia cinco pontos da cara, de 0 a 2 cada, e 4 em 10 já pede analgesia. Em cão, a régua é a de Glasgow, com corte em 6 de 24.
- Gato e cachorro escondem dor por instinto, então esperar o gemido é esperar tarde demais.
- Em gatos, a Feline Grimace Scale mede cinco expressões faciais de 0 a 2, e o total de 4 ou mais em 10 indica dor que já pede tratamento.
- Em cães, a régua validada é a Escala de Glasgow em formulário curto, com corte de intervenção em 6 de 24 pontos.
- As duas escalas são gratuitas, foram validadas em estudos publicados e a WSAVA disponibiliza as tabelas em português.
- Escore acima do corte significa atendimento no mesmo dia; abaixo, observe por 24 horas e refaça a avaliação no mesmo horário, comparando com a sua primeira nota.
Por Que Gatos e Cachorros Escondem a Dor?
Dor em animal de companhia é uma experiência que existe, incomoda e muda o comportamento, mas quase nunca grita. Essa é a definição prática com que trabalho: sinais de dor em gatos e cães são alterações de padrão, não eventos dramáticos. O animal não deixa de fazer o que faz, ele faz diferente.
A raiz disso é evolutiva e vale para as duas espécies, com uma diferença de grau importante. As diretrizes de dor da WSAVA publicadas em português em 2022 registram que os gatos, por serem ao mesmo tempo predadores e presas, são hábeis em mascarar a dor minimizando as manifestações de comportamento. Quem demonstra fraqueza vira alvo, e a seleção natural resolveu isso escondendo o problema.
O resultado no seu sofá é um mal-entendido comum. O mesmo documento descreve o sono fingido: gatos com dor aguda ficam imóveis, encolhidos, aparentando descanso, e quem não conhece o repertório de dor felina lê como sesta. Nas fotos da diretriz, todos os gatos naquela posição receberam analgesia de resgate. Foi o que aconteceu com o Freud no armário.
Em cães a máscara é mais fina, mas existe. O cachorro que “está mais parado por causa da idade” é o exemplo que mais aparece no consultório, e a idade em si não dói. Dói a articulação, o dente, a coluna. O Bertão tem 9 anos e é dramático com unha cortada, mas quando o quadril começou a incomodar ele não reclamou: só parou de subir no sofá de primeira. Nenhum gemido. Uma mudança de método.
Sinais de Dor em Gatos: o Que Aparece Primeiro
Os sinais de dor em gatos seguem uma ordem que quase ninguém conhece: a cara muda antes do comportamento, e o comportamento muda antes do miado. Essa é a ordem, e ela importa porque a maioria dos tutores só procura ajuda no terceiro estágio.
Na cara mudam quatro coisas junto: as orelhas giram para fora e para baixo, os olhos se fecham num aperto que não é sono, o focinho perde o formato redondo e fica tenso, os bigodes deixam a curva natural e ficam retos. A cabeça desce abaixo da linha do ombro. São os cinco pontos que a escala mede, e dá para enxergar todos numa foto do seu gato parado.
No comportamento, o gato com dor se esconde em lugar de difícil acesso, para de se limpar (ou lambe obsessivamente um ponto só), come menos ou come devagar, e evita pular no que pulava antes. A caixa de areia entrega muita coisa: gato que passa a errar o lugar, que entra e sai rápido, ou que reclama dentro dela, frequentemente tem dor, não birra. E a agressividade repentina ao toque, sobretudo numa região específica, é dor até prova em contrário.
E não é impressão de tutor: as diretrizes de dor da WSAVA classificam a escala facial felina como ferramenta válida e confiável inclusive quando não é possível interagir com o gato, que é exatamente a situação de quem observa de longe, em casa.
O ronronar merece um parágrafo próprio porque é a crença que mais atrapalha. Uma revisão sobre reconhecimento de emoções em gatos registra que o ronronar comunica contentamento, fome, estresse e dor, conforme o contexto em que aparece. Ronronar nunca deve ser lido como “está tudo bem” quando os outros sinais apontam para o contrário.
Como o gato fica quando está com dor?
O gato com dor muda a cara antes do miado: orelhas giradas para fora, olhos semicerrados, focinho tenso e bigodes retos. Ele se esconde, para de se limpar e evita pular. Quietinho no alto do armário não é descanso: a WSAVA chama isso de sono fingido.
Como Saber se Meu Cachorro Está com Dor?
No cão, o corpo fala mais que a cara. A postura é o primeiro lugar para olhar, e ela costuma ser específica por região.
Dor abdominal produz a chamada posição de prece: peito no chão, traseiro erguido, uma reverência que não termina. Dor de coluna aparece no dorso arqueado e na recusa de degraus. Dor articular, na troca de lado a noite inteira e no impulso duplo antes de subir no sofá. Um cão que deita e levanta sem se acomodar está procurando uma posição que não existe.
Depois vêm as mudanças de rotina: ofegar sem calor e sem esforço, lamber insistentemente uma articulação, recusar o passeio que era a melhor hora do dia, comer devagar ou mastigar de um lado só. Cão com dor de dente frequentemente derruba ração ao lado do pote e volta para pegar do chão, porque mastigar dói menos com a cabeça baixa.
O que quase ninguém sabe é que a régua para cães existe e é anterior à felina. A Escala de Dor Composta de Glasgow em formulário curto, desenvolvida por Reid e colaboradores em 2007, avalia seis itens de comportamento e postura, e a WSAVA registra o escore de intervenção analgésica em 6 de 24 pontos, ou 5 de 20 quando não dá para avaliar a mobilidade do animal.
Como Medir a Dor em Casa: as Escalas que o Veterinário Usa
Escala de dor validada é um instrumento em que cada sinal recebe uma nota, e a soma diz se o animal precisa de tratamento para dor. É o que troca o “ele está estranho” por um número que o veterinário entende do outro lado do telefone.
Elas existem porque a impressão subjetiva falha, inclusive a nossa, e porque os sinais de dor em gatos são justamente os mais fáceis de ler errado. E o dado mais relevante para você é este: o estudo de Evangelista e Steagall, publicado na Scientific Reports em 2021, testou a concordância no uso da escala felina entre veterinários, estudantes, enfermeiros veterinários e cuidadores de gatos, ou seja, tutores. A ferramenta se mostrou confiável nas mãos de quem não é da área. Ela não foi feita para ficar trancada no consultório.
Feline Grimace Scale: Cinco Expressões, de 0 a 2
A escala felina de expressões faciais foi desenvolvida na Université de Montréal e está disponível de graça, com material em português e aplicativo para celular. O uso é simples e tem regras que mudam o resultado se você pular.
Observe o gato sem interagir, sem chamar, sem tocar. Se ele estiver comendo, se lambendo, brincando ou dormindo, espere terminar antes de pontuar. Depois pontue cinco itens, cada um como 0 (ausente), 1 (parcialmente presente ou em dúvida) ou 2 (claramente presente): posição das orelhas, aperto dos olhos, tensão do focinho, posição dos bigodes e posição da cabeça. Some. O total vai de 0 a 10.
A Escala Brasileira e a de Glasgow
A escala multidimensional da UNESP-Botucatu para dor felina nasceu no Brasil e foi validada em oito idiomas além do inglês. A versão curta tem quatro itens de 0 a 3, máximo de 12, e está disponível de graça no site do Instituto Animal Pain. Ela olha comportamento e expressão facial juntos: mais completa que a facial, e um pouco mais demorada.
Para cães, a de Glasgow em formulário curto é a referência da WSAVA. E existe também a versão felina da Glasgow, com sete itens e máximo de 20 pontos, útil quando dá para interagir com o gato.
| Escala | Espécie | Itens | Máximo | Ponto de corte | Onde encontrar |
|---|---|---|---|---|---|
| Feline Grimace Scale | Gato | 5 | 10 | 4 ou mais | felinegrimacescale.com |
| UNESP-Botucatu (formulário curto) | Gato | 4 | 12 | 4 ou mais | animalpain.org |
| Glasgow felina (CMPS-Feline) | Gato | 7 | 20 | 5 ou mais | WSAVA 2022, em português |
| Glasgow curta (CMPS-SF) | Cão | 6 | 24 | 6 ou mais | WSAVA 2022, em português |
Fonte dos números: diretrizes de dor da WSAVA de 2022, tabelas 4 e 6 da edição em português.
O que Fazer com o Número que Você Chegou
O corte não é um diagnóstico, é um gatilho de ação, e é assim que eu recomendo usar em casa.
Escore igual ou acima do corte: atendimento no mesmo dia, sem esperar a segunda-feira. Escore abaixo do corte, mas com rotina alterada: repita em 24 horas, no mesmo horário e na mesma situação, e compare com a primeira nota. Nota subindo é resposta. Escore zero ou um, com o animal comendo, se limpando e circulando como sempre: provavelmente é outra coisa, e vale seguir observando.
Anote o número e o horário. Chegar dizendo “ontem às nove ele estava em 3, hoje está em 6” muda a conversa inteira.
Quando a Dor Vira Emergência?
Nem todos os sinais de dor em gatos e cães comportam as 24 horas de observação. Procure atendimento imediato, de madrugada se for o caso, quando houver barriga tensa e distendida, tentativa de urinar sem sair urina, gemido contínuo, dificuldade respiratória, gengiva pálida ou azulada, incapacidade de apoiar um membro após trauma, ou vocalização ao toque somada a prostração.
A obstrução urinária merece o alarme separado: segundo o Manual MSD de Veterinária, a obstrução completa da uretra acumula toxinas em 1 a 2 dias e pode levar à morte em cerca de 3 dias, e os gatos machos são os mais afetados porque têm uretra mais longa e estreita. Dor súbita num animal que estava bem uma hora antes também merece mais pressa que dor instalada há semanas.
A conta de uma emergência noturna em São Paulo costuma ser a surpresa mais cara do ano do tutor, e é um dos motivos pelos quais discuto plano de saúde pet com quem me pergunta sobre orçamento anual. Mas isso é assunto para o dia em que ninguém está com pressa.
Posso Dar Algum Remédio para Aliviar a Dor?
Não, e este é o parágrafo mais importante do artigo.
Analgésico humano é uma das principais causas de intoxicação evitável em pets. O Manual MSD de Veterinária registra que gatos desenvolvem intoxicação por paracetamol geralmente a partir de 40 a 50 mg/kg, com relatos de sinais clínicos já em 10 mg/kg, porque lhes falta a enzima que processa a substância com segurança. Ibuprofeno e outros anti-inflamatórios de farmácia humana provocam úlcera gástrica e lesão renal em cães e gatos. Dipirona tem uso veterinário, mas em apresentação, dose e intervalo que não são os do frasco da sua gaveta, e a diferença entre a dose que ajuda e a que agride não é intuitiva.
Compressa morna, cama macia e ambiente silencioso ajudam e não fazem mal. O resto é conversa com quem vai examinar o animal. O mais útil que você faz antes da consulta é chegar com informação: a nota da escala, o horário e o que mudou na rotina.
Como o cachorro deita quando está com dor?
Cão com dor abdominal deita em posição de prece, com peito no chão e traseiro erguido, ou se recusa a deitar. Dor articular aparece na troca de lado a noite toda e na dificuldade de levantar. Mudança no jeito de deitar vale mais que qualquer gemido.
Minha Recomendação Direta sobre Sinais de Dor em Gatos e Cachorros
Pare de tentar decidir por impressão. Os sinais de dor em gatos e cachorros só viram decisão quando viram número, então baixe hoje, com o animal saudável, a escala da espécie que você tem em casa: a Feline Grimace Scale para gato, a de Glasgow curta para cão. Pontue o seu animal agora, enquanto ele está bem. Essa nota de base é o que vai tornar a próxima avaliação confiável, porque você vai saber qual é a cara dele com nota zero.
Como veterinária, o que me convence dessas ferramentas não é a origem acadêmica, é a reprodutibilidade: dois tutores olhando o mesmo gato chegam ao mesmo número, coisa que “ele está meio estranho” nunca deu. E o corte de 4 em 10 não é elegância: é o ponto a partir do qual, na validação, os animais se beneficiaram de analgesia.
A recomendação, por cenário:
- Se você tem gato e vê dois ou mais dos cinco pontos faciais alterados, pontue e ligue para o veterinário no mesmo dia.
- Se você tem cão idoso que “está mais parado”, pontue pela Glasgow antes de aceitar a explicação da idade. Idade não dói.
- Se o escore está abaixo do corte mas a rotina mudou, reavalie em 24 horas no mesmo horário e leve as duas notas para a consulta.
- Se há barriga tensa, tentativa de urinar sem resultado, gengiva pálida ou dificuldade de respirar, não pontue nada: vá agora.
Os sinais de dor em gatos que eu não li no Freud estavam na cara dele desde o primeiro dia. Hoje ele tem uma nota de base, mora no meu celular, e eu não dependo mais de achar que ele só está com frio. Faça a sua hoje, com o animal bem. É a única avaliação que dá para fazer com calma.
Perguntas Frequentes sobre Sinais de Dor em Gatos e Cachorros
Como identificar quando o gato está com dor?
Os sinais de dor em gatos começam na cara, então olhe primeiro para ela, em repouso e sem interagir. Orelhas giradas para fora, olhos semicerrados, focinho tenso e alongado, bigodes retos e cabeça abaixo da linha do ombro são os cinco pontos que a escala felina avalia, cada um de 0 a 2. Depois observe a rotina: esconder-se em lugar alto ou de difícil acesso, parar de se limpar, comer devagar, evitar pular e mudar o comportamento na caixa de areia. Agressividade ao toque numa região específica é dor até prova em contrário. Some os cinco pontos faciais: 4 ou mais em 10 indica dor que já pede tratamento e conversa com o veterinário no mesmo dia. Abaixo disso, com rotina alterada, repita a avaliação em 24 horas no mesmo horário e compare as notas.
O que o cachorro faz quando está com dor?
Muda o método antes de mudar o humor. O cão com dor toma impulso duas vezes para subir onde subia de primeira, troca de lado a noite inteira, levanta devagar depois de deitado, ofega sem calor e sem exercício, lambe uma articulação específica e recusa o passeio que era o melhor momento do dia. Alguns ficam mais grudados, outros procuram canto isolado, e os dois comportamentos significam a mesma coisa. Rosnar ao ser tocado num ponto é sinal de dor, não de mau humor: cão dócil que reage ao toque está protegendo uma região. Dor de dente aparece na mastigação de um lado só e na ração derrubada ao lado do pote. Na dúvida, pontue pela escala de Glasgow curta, com corte de intervenção em 6 de 24. Anote a nota e o horário: a comparação entre duas medições vale mais que uma impressão isolada.
Como o cachorro deita quando está com dor?
A posição entrega a região. Dor abdominal produz a posição de prece: peito e cotovelos no chão, traseiro erguido, mantida por minutos, uma reverência que não termina. Dor de coluna aparece no dorso arqueado com a cabeça baixa e na recusa de degraus. Dor articular se manifesta na dificuldade de acomodar-se, com troca constante de lado e levantar lento. Um cão que deita e levanta repetidamente sem se acomodar está procurando uma posição que não existe, e isso costuma ser mais informativo que qualquer gemido. Vale comparar com o padrão dele: cachorro que sempre dormiu de barriga para cima e passou a dormir encolhido mudou alguma coisa. Anote quando começou, porque a velocidade de instalação orienta a urgência da consulta: dor que se instalou de uma hora para a outra pede atendimento no mesmo dia, dor que vem piorando há semanas pede consulta marcada, não madrugada no pronto-socorro.
Como saber onde é a dor do cachorro?
Observe antes de tocar, porque o toque contamina a leitura. Repare em qual movimento ele evita: subir, descer, virar o pescoço, abaixar para comer, apoiar uma pata. O movimento evitado aponta a região. Depois, se for tocar, faça devagar, comparando os dois lados, e comece longe do ponto suspeito. Retração, tensão muscular repentina, virar a cabeça na sua direção ou parar de respirar por um instante indicam o local. Não insista se houver reação: dor forte gera mordida mesmo em cão dócil, e você pode piorar uma lesão. Anote o que encontrou e leve para a consulta. Localizar a região ajuda o veterinário a escolher o exame certo, e isso encurta a investigação e o custo dela. Se o animal reagir com agressividade, pare: a informação que você já tem basta, e insistir só ensina o cão que a sua mão dói.
O que o gato faz quando está com dor?
Some. Entre os sinais de dor em gatos, é o mais característico e o mais mal interpretado: o gato procura um lugar alto, escuro ou de difícil acesso e fica imóvel por horas, aparentando descanso. As diretrizes da WSAVA chamam esse quadro de sono fingido, e registram que quem não conhece o repertório de dor felina acha que o gato está apenas dormindo. Junto disso vêm a interrupção da higiene, o apetite reduzido ou lento, a recusa de saltos que ele fazia sem pensar e as alterações na caixa de areia. Alguns passam a lamber obsessivamente um único ponto do corpo. Vocalização é o sinal mais tardio e o menos confiável, porque muitos gatos com dor intensa não emitem som nenhum. Some os cinco pontos faciais antes de concluir qualquer coisa pelo miado, que é o sinal que mais engana nas duas direções.
Gato com dor ronrona?
Ronrona, e essa é uma das confusões mais caras para o gato. O ronronar não é exclusivo de contentamento: uma revisão sobre reconhecimento de emoções em gatos registra que ele comunica contentamento, fome, estresse e dor, conforme o contexto em que aparece. O que importa na prática é a consequência disso: usar o ronronar como prova de que está tudo bem é ler o sinal errado. Se o seu gato ronrona enquanto se esconde no armário, come menos e tem a cara alterada, o conjunto pesa muito mais que o ronronar isolado. Nenhum sinal isolado decide, nem em favor da dor nem contra ela. Pontue os cinco pontos faciais e use o total. E vale o contrário também: gato que parou de ronronar quando sempre ronronou no colo mudou alguma coisa, e essa mudança de padrão entra na conta junto com o resto.
Leia também
Fontes e Referências
- WSAVA. Diretrizes Globais de Manejo da Dor 2022 (edição em português). Disponível em: https://wsava.org/wp-content/uploads/2023/08/Portugues_2022-WSAVA-Diretrizes-de-dor.pdf | Consultado: tabelas 4 e 6 (ferramentas de avaliação de dor aguda em gatos e cães, com pontuação máxima e escore de intervenção analgésica), figura 10 (sono fingido) e seção de dor oral.
- Feline Grimace Scale, Université de Montréal. Disponível em: https://www.felinegrimacescale.com/pt | Consultado: material em português, instruções de uso e aplicativo gratuito.
- EVANGELISTA, M. C.; STEAGALL, P. V. Agreement and reliability of the Feline Grimace Scale among cat caretakers, veterinarians, veterinary students and nurses. Scientific Reports, v. 11, 5262, 2021. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-021-84696-7 | Consultado: concordância no uso da escala por cuidadores de gatos.
- Instituto Animal Pain. Escala multidimensional da UNESP-Botucatu para avaliação de dor em gatos (UFEPS e UFEPS-SF). Disponível em: https://animalpain.org/gatos-dor/ | Consultado: composição da escala, versão curta e pontos de corte.
- MSD Manual Veterinário. Toxicoses por analgésicos humanos em animais. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/toxicology/toxicoses-from-human-analgesics/toxicoses-from-human-analgesics-in-animals | Consultado: faixa de dose tóxica de paracetamol em gatos e deficiência enzimática.
- MSD Manual Veterinário. Doenças não infecciosas do sistema urinário de gatos. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/cat-owners/kidney-and-urinary-tract-disorders-of-cats/noninfectious-diseases-of-the-urinary-system-of-cats | Consultado: obstrução uretral como emergência, prazo de evolução e predisposição em machos.
- REID, J. et al. Development of the short-form Glasgow composite measure pain scale (CMPS-SF) and derivation of an analgesic intervention score. Animal Welfare, v. 16, p. 97-104, 2007. | Consultado: construção da escala canina e escore de intervenção.
- QUARANTA, A.; d’INGEO, S.; AMORUSO, R.; SINISCALCHI, M. Emotion Recognition in Cats. Animals, 2020. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7401521/ | Consultado: o ronronar comunica contentamento, fome, estresse e dor conforme o contexto.
Veterinária e tutora do Bertão (labrador), Freud e Jung (gatos). Formação UNESP Botucatu, especialização FMVZ/USP. Escreve sobre o que ela mesma precisou aprender ao cuidar dos próprios pets.

Por Dra. Camila Torres
